
Mais
de 4 séculos de histórias, passadas de gerações
à gerações.
Não
é só da grande riqueza ambiental (Mata Atlântica
preservada, cavernas e cachoeiras) que torna o Vale do Ribeira,
região onde está o PETAR tão especial.
Seu patrimônio cultural é igualmente valioso.
Em seu território se encontram o maior número
de comunidades remanescentes de quilombos de todo o estado
de São Paulo, comunidades caiçaras, índios
Guarani, pescadores tradicionais e pequenos produtores rurais.
Trata-se de uma diversidade cultural raramente encontrada
em locais tão próximos de regiões altamente
urbanizadas, como São Paulo e Curitiba. É possível
encontrar ainda na região pessoas que desconheçam
o que seja ‘Coca-Cola’ ou ‘Msn / Orkut’.
Quilombo é sinônimo de luta pela terra e liberdade,
e desta luta que começou há mais de trezentos
anos surgiram as comunidades quilombolas do Vale do Ribeira.
Comunidades que sobreviveram até hoje na contracorrente
da concentração fundiária e da devastação
da Mata Atlântica.
Hoje os quilombolas são exemplos de convívio
entre populações humanas e a Mata Atlântica
e atores importantes em projetos de desenvolvimento sustentável.
Em alguns dos quilombos são desenvolvidos projetos
de agro floresta e de Educação Ambiental, um
exemplo é o Quilombo do Ivaporunduva que possuí
estrutura para receber escolas.
O
Quilombo do Ivaporunduva:
esta localizado no Município de Eldorado São
Paulo, na SP 165, Eldorado/Iporanga, às margens do
Rio Ribeira de Iguape. Composta por 80 famílias, a
Comunidade de Ivaporunduva tem uma população
de 308 pessoas, sendo 80 crianças, 195 adultos e 33
idosos.
A
sobrevivência dessas famílias é conseguida
com o cultivo tradicional de roça: arroz, mandioca,
milho, feijão, verduras e legumes para uso próprio.
Para o consumo e geração de renda produzem banana
orgânica e artesanato, recebem grupos escolares para
turismo, além de algumas pessoas que são funcionárias
da prefeitura e aposentadas.
Até
a 4a. série do ensino fundamental, as crianças
estudam na escola municipal da comunidade. Para as séries
seguintes se deslocam em torno de 6 km, com transporte fornecido
pela prefeitura, até a Escola Estadual Maria Antonia
Chules Princesa, que iniciou recentemente um trabalho de educação
diferenciada, na Comunidade André Lopes. Para cursar
o ensino médio, freqüentam escolas no bairro de
Itapeúna (a 30 km) ou na cidade de Eldorado (45 km).
O ensino superior só é acessível em Registro
ou São Paulo.
A
comunidade possui também um posto de saúde,
onde semanalmente um médico e uma enfermeira dão
consultas. Para exames ou tratamento, é preciso recorrer
ao hospital na cidade. O Telecentro Comunitário, com
acesso à internet e oito computadores, trouxe a inclusão
digital para crianças, jovens e adultos, facilitando
a gestão da associação, pesquisas escolares,
serviços diversos e comunicação em geral.
No
quilombo são desenvolvido algumas atividades como:Produção
e comercialização de bananas orgânicas,
Artesanato de palha de bananeira, Viveiro (palmito juçara)
e Turismo.
Desde 2001, depois que alguns membros da comunidade fizeram
um curso de Monitor Ambiental, a comunidade tem recebido grupos
de estudantes para turismo étnico-cultural. É
dada uma palestra sobre a história e características
da comunidade, trilhas, visita à roça e almoço
típico. Dependendo da época e disposição
dos visitantes, participam da barreação de casa
de pau-a-pique e trabalho na roça. Uma pousada, construída
pelo governo do Estado de São Paulo, através
do ITESP, está em fase final de equipamento, com financiamento
da Petrobrás, e deverá estar funcionando plenamente
em breve.
Veja Abaixo uma lista dos quilombos e quantas famílias
vivem em casa um:
| Comunidade |
Número
de Famílias |
| Ivaporunduva |
80 |
| Maria
Rosa |
20 |
| Pedro
Cubas |
40 |
| Pilões |
51 |
| São
Pedro |
39 |
| André
Lopez |
76 |
| Nhunguara |
91 |
| Sapatú |
82 |
| Galvão |
29 |
| Praia
Grande |
26 |
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