Artigo cientifico sobre as Tufas do Vale do Ribeira, de Bruna Miraya

O Vale do Ribeira, no Estado de São Paulo, é conhecido por importantes terrenos cársticos o qual, apesar de relativa grande extensão em área, possui poucos depósitos de tufas, restrito a algumas drenagens. Neste trabalho, são descritas duas novas ocorrências de tufas no Vale do Ribeira: os depósitos da Cachoeira de Taquaruvira situada no Córrego Taquaruvira-Bombas (Iporanga – SP), e os depósitos de afluente do rio Catas Altas (Ribeira – SP). Estas novas ocorrências de tufas, somadas às da Serra do André Lopes, são as únicas conhecidas na região e consideradas as de posição mais meridional dentre os depósitos descritos no Brasil. O primeiro depósito está associado a área cárstica de Bombas (a montante) e apresenta depósitos em cachoeira já erodidos. O segundo depósito situa-se próxima a um pequeno corpo carbonático sem informações sobre carste, e apresenta dois depósitos, um ativo, de tufas em cachoeira, que ocorre onde a drenagem possui maior gradiente hidráulico, e recarga totalmente autogênica; e o outro inativo, de ruditos cimentados, mais a jusante, que ocorre sobre uma superfície de baixa inclinação, e com contribuição de recarga alogênica. Os depósitos descritos são caracterizados por depósitos de represas e cachoeiras, depositados em rios de vertente, com bacia de drenagem com predomínio de recarga autogênica.

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Tufas, imagem de William Sallum Filho

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