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("Rio Menino" em Tupi-Guarani)

Apiaí é uma cidade maravilhosa, com um clima ímpar e com uma população extremamente receptiva.

Uma porção do PETAR está dentro do município e possuí também alguns parques (Parque Municipal Morro do Ouro) e uma rica tradição em artesanato em argila.

A cidade é a única do Estado de SP que possuí registros (fotografias) de que tenha caído neve. Isso mesmo. Já nevou em Apiaí, em 15 de junho 1965. Segundo relato de alguns moradores, eles chegaram a fazer até bonecos de neve pelas ruas. Na época a agricultura da região sofreu muitos estragos.

Dados da cidade:

*** Fundação: 14 de agosto de 1771
*** Altitude: 1050 m
*** População: 27.136 hab. Censo IBGE de 2000
*** DDD: (15) -
CEP: 18320-000

História:

A História de Apiaí está relacionada à História da mineração no Brasil, durante os séculos XVII e XVIII.
Pesquisas realizadas pelos escritores apiaienses Dr Rubens Calazans Luz e Prof Oswaldo Mancebo Hernandez demonstram que os primeiros aventureiros chegaram a esta região em meados do século XVII. Eram garimpeiros em busca do ouro de aluvião. Partiram de Iguape, subiram as corredeiras do rio Ribeira até o local denominado Porto de Apiahy, pouco abaixo de Itaoca, e de lá alcançaram os ribeirões e córregos, onde era abundante o cascalho aurífero. O volume de garimpeiros aumentou rapidamente, instalando-se um povoado em Vila Velha do Peão, ao norte do Morro do Ouro, onde havia igreja, cemitério e outras construções de taipa de terra batida. Esgotado o ouro desse local, os mineradores partiram em busca de outros ribeirões, localizados ao sul do Morro do Ouro, na antiga Vila Velha, hoje, Bairro Cordeirópolis.
Por volta de 1770, O Morro do Ouro passou a ser vasculhado; a oeste do mesmo, formou-se um povoado, cuja população constava de brancos, negros e índios. A elevação à categoria de Vila ocorreu em 14 de agosto de 1771, sendo adotado o nome de Santo Antonio das Minas de Apiahy. Segundo os pesquisadores citados, o aventureiro Francisco Xavier da Rocha, que veio para esta região trazendo 150 escravos em sua comitiva, teria sido o seu fundador. Na escala cronológica, Santo Antonio das Minas de Apiahy foi o 19º povoado paulista a se tornar município. A emancipação político-administrativa consolidou-se, entretanto, no dia 06 de agosto de 1797, com a construção de um pelourinho, à frente da Igreja Matriz, e com a demarcação do perímetro urbano. Em 25 de agosto de 1892, foi elevado à Comarca, e em 19 de dezembro de 1906 obteve o foro de cidade, cujo nome reduziu-se a Apiahy.
Fazem alusão à origem do nome “Apiahy” diversos historiadores, pesquisadores, naturalistas e estudiosos, tais como: João Pandiá Calógeras, Edmundo Krug, J.C.R. Milliet de Saint Adolphe, José Frederico Carlos Rath, Alfredo Moreira Pinto, Francisco de Assis Carvalho Franco, Pedro Taques de Almeida Pais Leme, Theodoro Knecht, Manoel Eufrazio de Azevedo Marques, Eugênio Egas, M. Auguste de Sant-Hilaire, Monsenhor Luis Castanho de Almeida.
Theodoro Sampaio entende que o topônimo "Apiahy" pode significar "rio menino", versão aceita pela municipalidade, mas que é contradita por uma maioria de estudiosos do tupi-guarani, como Plinio Airosa Galvão, que dá sua explicação mais coerente: "divisor de águas", pois a serra de Paranapiacaba é realmente o divisor das águas das bacias dos rios Ribeira e Paranapanema. Entretanto, os apiaienses consideram mais simpática a versão “Rio Menino”.
Sobre os habitantes, a maioria é descendente de índios, negros e portugueses. Apenas durante e após a 1ª e a 2ª Grandes Guerras é que vieram para a região imigrantes alemães, italianos e espanhóis. Os japoneses vieram na década de 1940 e implantaram a cultura do tomate, que durante muitos anos foi a principal atividade econômica de Apiaí. Na década de 1990, a Colônia japonesa reduziu-se a meia dúzia de famílias. A maioria dos descendentes foi para o Japão trabalhar. Os hábitos e costumes desse povo deixaram o gosto pela culinária japonesa, encontrada numa excelente lanchonete da cidade. Nos anos 1970, vieram alguns gregos, que fundaram o único clube de campo de Apiaí.

Hoje a Camargo Corrêa Cimentos movimenta e gera renda para a cidade. Mas os últimos políticos começaram a perceber e encontram no turismo uma nova forma de geração de renda para toda a comunidade. Com isso a cidade vem de uns 6 anos prá cá se organizando e possuí até um parque munícipal, o O Morro do Ouro e vem resgatando alguns culturas tradicionais. Recentemente foi criado uma Associação dos Artesãos de Apiaí.

Por isso, indo à Apiaí não deixe de visitar a Casa do Artesão. Um dos lugares mais bonitos e interessantes de ser visitado, tanto pelo interesse histórico, quanto pelos atrativos artísticos, é um casarão do início do século XX, situado no centro da cidade e nele está também o Museu “Casa do Artesão”. São preservados quase 600 peças em cerâmica, produzidas pelos artesãos locais, composto de urnas, potes e moringas das mais variadas formas e dimensões, que atraem a atenção de pesquisadores, estudantes, artesãos e turistas de todo o país.

Todos os anos, a Casa do Artesão participa do evento "REVELANDO SÃO PAULO", expondo cerâmica e trançado, e vendendo os petiscos da cozinha regional.

Na Casa do Artesão, o visitante poderá adquirir peças utilitárias e decorativas em argila, em palha, taboa e em capiau (rosário), além de produtos alimentícios artesanais, como compotas e licores. Vale a pena conferir.

HORÁRIOS DE VISITAS:

Segunda-feira – 13h00 às 21h00
Terça-feira a domingo – 8h30 às 21h00
Feriados e dias santos – 8h30 às 21h00

Acesse esse site para saber tudo sobre o artesanato em Apiaí: http://apiai.sp.gov.br/artesanato

Fontes: http://www.apiai.sp.gov.br e http://www.feaac.org.br/

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